Público personalizado e semelhante no Meta: o ativo que a maioria não usa

Interesse escolhido no menu é o que todo mundo tem. Público personalizado sai de dado que só você tem: lista de clientes, quem visitou o site, quem assistiu ao vídeo. Em cima dele a Meta cria o público semelhante, que é a forma mais eficiente de achar gente nova. Comece pela lista de clientes, mesmo que pequena, e não esqueça de excluir quem já comprou.

Resumo em 30 segundos

  • Interesse do menu é público que qualquer concorrente também escolhe.
  • Público personalizado vem de dado seu: clientes, visitantes, quem assistiu ao vídeo.
  • Público semelhante pede à Meta que encontre gente parecida com esses.
  • Comece pela lista de clientes, mesmo com poucas centenas de nomes.
  • Excluir quem já é cliente é tão importante quanto incluir quem interessa.

Os três tipos de público

Salvo (interesses e comportamentos). Você escolhe no menu: idade, local, interesse em determinado assunto. Serve para começar quando não existe dado nenhum, mas é o público mais disputado, porque está disponível para todo mundo.

Personalizado. Montado a partir de informação sua: lista de clientes, quem visitou o site, quem interagiu com o perfil, quem assistiu a um vídeo. É o mais valioso.

Semelhante. A Meta pega um público personalizado seu e procura pessoas com comportamento parecido. É a forma mais eficiente de crescer para gente nova.

A ordem de valor é essa mesma, de baixo para cima.

A lista de clientes é o ponto de partida

Se você tem uma planilha com nome, e-mail e telefone de quem já comprou, tem em mãos o melhor público da sua conta. Sobe o arquivo no Gerenciador e a Meta cruza com os perfis dela.

Duas coisas importam:

  • Quantidade. Algumas centenas já servem para criar semelhante; alguns milhares melhoram bastante o resultado.
  • Qualidade. Sem e-mail nem telefone válidos, a taxa de correspondência despenca e o público sai pequeno demais para usar.

E uma dica que muda o resultado: em vez de subir todos os clientes, suba os melhores. Quem comprou mais de uma vez, quem tem ticket mais alto. O semelhante criado em cima dos bons clientes procura gente parecida com eles, não com a média.

Públicos de site que valem a pena

Com o pixel instalado, monte pelo menos estes:

  • Visitantes dos últimos 30 dias.
  • Quem visitou a página de preço ou de um serviço específico.
  • Quem começou o formulário e não terminou.
  • Compradores (para excluir das campanhas de captação e usar em recompra).

Vale conferir se o consentimento de cookies não está zerando essas listas. Quando a tag só carrega depois do aceite, todo mundo que ignora o banner deixa de entrar nos seus públicos, e a lista fica muito menor do que deveria. Falamos disso em remarketing.

Públicos de engajamento (não precisam de site)

Servem para quem ainda não tem visita suficiente:

  • Assistiu 50% ou mais de um vídeo.
  • Interagiu com a página ou o perfil nos últimos 90 dias.
  • Abriu ou preencheu um formulário instantâneo.
  • Mandou mensagem no direct.

Esses públicos moram dentro da Meta, não dependem de cookie e são uma boa primeira camada para quem está começando.

O semelhante: tamanho importa

Ao criar um público semelhante, você escolhe a porcentagem: 1% é o mais parecido e menor; 10% é o mais amplo e mais solto.

Na prática:

  • 1% a 2%: melhor para campanha de venda e captação. Público menor, intenção maior.
  • 3% a 5%: bom meio-termo quando o 1% esgota.
  • 6% a 10%: só faz sentido em campanha de reconhecimento, com verba alta.

Comece pelo 1%. Se o custo subir e a entrega travar, amplie.

O que quase todo mundo esquece: excluir

Público de exclusão é o outro lado da moeda:

  • Tire clientes atuais das campanhas de captação.
  • Tire quem já preencheu o formulário da campanha de captação (e mande para a de fundo).
  • Tire candidatos e curriculistas, se a sua página recebe muita gente procurando vaga.

Sem exclusão, você paga para falar com quem já respondeu, e a pessoa fica com a impressão de que ninguém ali percebe que ela já é cliente.

Uma armadilha das categorias especiais

Se o seu anúncio é de emprego, crédito ou imóvel, a Meta obriga a declarar categoria especial e restringe segmentação: idade, gênero e local ficam limitados, e alguns públicos personalizados deixam de estar disponíveis. Não é bug, é regra. Contar com uma segmentação que a categoria não permite é o tipo de detalhe que faz a campanha entregar para quem você não queria.

Perguntas frequentes

O que é público personalizado no Meta Ads?

É um público montado a partir de dado seu: lista de clientes, visitantes do site, quem assistiu ao vídeo ou interagiu com o perfil. Rende mais que interesses escolhidos no menu.

O que é público semelhante (lookalike)?

É quando a Meta procura pessoas com comportamento parecido com o de um público seu. Começar por 1% dá o público mais próximo; percentuais maiores ampliam o alcance e reduzem a semelhança.

Quantos contatos preciso para criar um público semelhante?

Algumas centenas já permitem criar, mas o resultado melhora bastante com alguns milhares. Subir só os melhores clientes costuma render mais que subir a base inteira.

Leia também

← Todos os artigos

Pare de queimar verba.
Comece a vender com controle.

Mídia paga otimizada pra resultado, com a equipe inteira na sua conta. A diferença entre só gastar e ver o caixa encher.

Falar no WhatsApp